Giant Portuguese Custard Tart | Pastel de Nata Gigante

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Pastel de Nata Gigante (passo a passo com fotos) – um recheio cremoso bronzeado, levemente polvilhado com canela e uma massa estaladiça, que lasca em mil folhas.

Giant Portuguese Custard Tart - Pastel de Nata Gigante via kikalicious.com - #CustardTart #Portuguese #Giant - 1

Olá!

Estou de volta! Tudo bem por aí? Aposto que já desfrutam da Primavera!


Chegaram a experimentar o Pudim do Abade de Priscos?  Tem um aspecto tentador, não tem? Posso assegurar-vos que sabe ainda melhor! 😉

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Hoje trago-vos outro doce tradicional português… Com certeza que já conhecem o Pastel de Nata, descendente do Pastel de Belém.

Sim… Este é um desses… mas na versão gigante. Às vezes nós não estamos com aquela disposição de fazer doses individuais, uma a uma, para uma festa ou para a sobremesa do almoço de Domingo.

Pois, eu sei o que isso é…

… mas ainda assim, queremos ter uma sobremesa feita por nós. Então, eu pensei “Porque não fazer um Pastel de Nata Gigante?” e comecei a tentar… e a tentar… e a tentar outra vez… até conseguir aquela cor tão típica e deliciosa que coroa o recheio deste doce, sem queimar a massa folhada. Claro!

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Por favor, não tenham receio de deixar que a tarte ganhe esta cor!

Este castanho, quase negro, é o que confere o sabor incomparável de Pastel de Nata ao recheio.

E, já que falamos de recheios cremosos… Este é ou não é o recheio cremoso mais rico e convidativo de todos?

Tem muitas gemas, natas e uma pitada de canela…

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Querem mais boas notícias? Podem faze-la com antecedência! Sim, com tempo! O creme do recheio pode ficar no frigorífico até 3 dias.

Aqui o problema a sério, é conseguir uma massa estaladiça e um recheio bem bronzeado num forno de cozinha de casa.

Eu tenho uma solução!

Existem outras formas, mas eu achei esta solução simples e não precisa de nenhum equipamento especial. Pelo menos, nada mais do que feijões secos, papel de alumínio e papel vegetal.

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Estes pastéis nasceram no século XVIII no Mosteiros dos Jerónimos, em Lisboa.

Os pastéis de nata, como tantos outros doces tradicionais portugueses, surgiram em tempos onde em conventos e mosteiros eram usadas grandes quantidades de claras para engomar a roupa. Assim, era comum haver muitas sobras de gemas… então, o que poderia ser melhor do que usar as gemas para fazer bolos e outros pastéis? Desta forma, nasceu a maior parte do património português de doçaria tradicional.

Kikalicious - Giant Portuguese Custard Tart | Pastel de Nata Gigante

O Pastel de Belém (que deu origem ao Pastel de Nata) foi eleito uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal, em 2011.

 

Receita adaptada do livro Cozinha Tradicional Portuguesa de Maria de Lourdes Modesto.
5.0 from 1 reviews
Giant Portuguese Custard Tart | Pastel de Nata Gigante
 
Este é um guia passo-a-passo (com receita) para o Pastel de Nata Gigante - um recheio cremoso bronzeado, levemente polvilhado com canela e uma massa estaladiça, que lasca em mil folhas.
Author:
Recipe type: Dessert
Cuisine: Portuguese
Serves: 12
Ingredients
Recheio
  • 190 g açúcar
  • 2 colheres de sopa de farinha (s/ fermento)
  • pitada de canela (opcional)
  • 10 gemas
  • 500 ml de natas (35% gordura)
  • 1 casca de limão (s/ parte branca)
Massa folhada
  • 200 g massa folhada
Material
  • 500g de feijão seco
  • papel vegetal
  • papel de alumínio
  • forma de tarte de 22 cm (diâmetro interno)
Instructions
  1. Pré-aquecer o forno a 220 ºC.
Recheio
  1. Separar as gemas das claras, passando as gemas por um coador.
  2. Numa panela (tamanho médio) misturar a farinha, o açúcar e a canela. Acrescentar as natas e as gemas, mexendo bem até obter uma cor uniforme e adicionar a casca do limão vidrada (sem a parte branca).
  3. Levar a lume médio, mexendo de vez em quando até começar a ganhar consistência. Assim que o creme estiver mais espesso mexer continuamente até que, quando levantar a colher ou a vara de arames, consiga desenhar com o creme (que cai da colher) sem que o desenho desapareça.
  4. Levou-me cerca de 30 mins no total, numa placa de indução, na intensidade 6 de 9 (máximo da minha placa).
  5. Retirar do lume e colocar num recipiente tapado com película aderente, para arrefecer.
Massa Folhada
  1. Com a massa à temperatura ambiente, desenrola-la e se necessário esticar até ficar com cerca de 3mm de espessura. Colocar sobre a forma e cortar o excesso com uma faca afiada.
  2. Colocar uma folha de papel vegetal por cima da massa, de modo a que as extremidades fiquem cobertas.
  3. Encher a cavidade com os 500 g de feijão seco e levar ao forno por 12 a 15 mins, na posição inferior.
  4. Retirar do forno a massa e, cuidadosamente, retirar os feijões com a ajuda do papel vegetal para um recipiente onde possam arrefecer, para mais tarde guardar e poder reutilizar.
  5. Voltar a colocar a massa no forno por mais 5 minutos, sem qualquer protecção.
  6. Retirar e deixar arrefecer sobre uma rede.
Tarte
  1. Aumentar a temperatura do forno para o máximo (250 ºC eléctrico/ 260 ºC gás). O forno deve continuar a aquecer, a esta temperatura, por mais 30 minutos, mesmo que este apite avisando que já está quente. (Caso, por algum motivo, tenha desligado o forno ou este se encontre frio o tempo de aquecimento deverá ser de 40 a 60 minutos dependendo de cada forno. Este passo é importante para garantir a cor do topo da tarte e o tom acastanhado da massa folhada cozida e estaladiça.)
  2. Quando o recheio estiver à temperatura ambiente, assim como a massa e o forno estiver bem quente, coloque o recheio na massa e alise o topo.
  3. Corte uma folha de alumínio que cubra toda a tarte, dobre ao meio do lado mais longo e corte um circulo no centro de modo a que ao abrir novamente a folha e colocando sobre a tarte a massa fique protegida mas o recheio à mostra.
  4. Leve ao forno por 5 minutos na prateleira superior, tendo atenção para não queimar totalmente o topo. E depois, coloque mais 5 minutos na prateleira inferior, ou mesmo pousada na base do forno, tendo mais uma vez atenção para que não queime a base da tarte.
  5. Retire e deixe arrefecer sobre a rede. Quando conseguir pegar na forma, sem se queimar, desenforme e delicie-se. Deixe arrefecer se pretender um recheio mais firme ou se conseguir resistir =).
Notes
*É importante que o forno esteja mesmo mesmo bem quente, caso contrário o topo do creme não ganhará a cor desejada.
*Pode preparar o recheio 3 dias antes e mante-lo no frigorífico, protegido com película aderente.
*Depois de pronta, a massa folhada, mantém-se estaladiça durante um dia, aproximadamente. Isto se durar até lá!
 

Passo a passo (c/ fotos):

– Recheio

O primeiro passo do recheio está nas duas primeiras fotos que se seguem, onde se faz a separação das gemas e das claras e se faz passar as gemas por um coador (primeira foto), tendo como resultado final a segunda foto.

O segundo passo do recheio encontra-se na terceira e quarta fotos. Na terceira foto estão os ingredientes secos misturados e na quarta foto já se acrescentou as natas e estão a ser misturadas  as gemas.

O resultado do terceiro passo: a consistência do creme que permite fazer desenhos (com o creme que cai da colher) pode ver-se na foto abaixo:

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 – Massa Folhada

O resultado do primeiro passo da preparação da massa folhada, antes de cortar o excesso:

Kikalicious - Giant Portuguese Custard Tart | Pastel de Nata GigantePara cortar o excesso, coloque a faca na vertical e encoste à borda exterior da forma de tarte. Passe a toda a volta e descarte o que sobrou da massa.

O segundo e terceiro passos para a proteção da massa folhada:

Depois do quinto passo, a massa deverá estar parecida com esta:

Kikalicious - Giant Portuguese Custard Tart | Pastel de Nata Gigante

– Tarte

O segundo passo na preparação da tarte é parecido com estas fotos:

O resultado do corte da folha de alumínio deverá ser o da foto da esquerda e o aspecto final do Pastel de Nata Gigante deverá ser algo do género da foto da direita.

Se pretenderem um resultado brilhante e inesquecivelmente mais parecido com os originais, seria uma boa ideia fazer a massa folhada em casa. Claro está, tendo a certeza de que a manteiga está em camadas uniformes, que a massa é esticada fina e bem dobrada. No entanto, no caso de se dar perguicite aguda comprem massa folhada feita (como eu ;)).

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Um conselho: Experimentem-na morna, com uma fina camada de canela (se gostarem), acompanhada de uma caneca de café ou um expresso. Esta até sabe melhor naqueles dias chuvosos de Primavera. 

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Viva a pastelaria tradicional!

Kika

 

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4 Responses

  1. Hi Kika!

    What a lovely outcome this was! I can’t stop thinking about taking this and a hot coffee mug on a road trip and enjoy it in the middle of a mountain!

    Congrats! Kiss!

  2. My wife loooooves custard tarts and was saying just a few days ago that I need to make her one! I’m totally doing this for her! Thanks Kika! 🙂

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